Viva as Mulheres

VIVA AS MULHERES! Você chega em qualquer lugar, em qualquer canto, em qualquer repartição, em qualquer banco, em qualquer ônibus, em qualquer Palácio, em qualquer escritório, lá está uma mulher trabalhando, lá estão mulheres mostrando que foi-se o tempo em que o preconceito e o machismo eram mais fortes e elas eram ‘do lar’. Hoje estão na presidência da Petrobrás, estão no Supremo Tribunal Federal, hoje jogam futebol, são agricultoras, ministras, hoje são juízas de direito e de campo, engenheiras, mestres de obra, hoje são médicas, professoras, empresárias, reitoras, motoristas, deputadas, prefeitas, vereadoras, astronautas, governadoras, mecânicas, procuradoras, jornalistas, hoje são Presidenta da República, pois sim!  


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Pedro Ribeiro

23/fev - CANDIDATURA A VEREADOR/A.Em outubro elegeremos prefeito/a e vereadores/as de nosso município e os partidos precisam definir os e as candidatas*. Dirigentes políticos buscam pessoas de prestígio em sua comunidade ou região para se candidatarem à Câmara Municipal. Nesse momento acende-se uma esperança: “se eu trabalhar bem e for eleito vereador, poderei fazer muita coisa por minha cidade”. Ao conversar com amigos e vizinhos, será estimulada a candidatar-se “porque nossa comunidade precisa de representantes honestos e dedicados como você”...


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Frei Betto

24/fev - FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICAO título deste artigo é o tema da Campanha da  Fraternidade 2012, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do  Brasil). Iniciada na Quarta-Feira de Cinzas, a campanha se estende até o  domingo de Páscoa e tem como lema um versículo do livro do  Eclesiástico: “Que a saúde se difunda sobre a Terra” (38,  8)...  


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Leonardo Boff

25/fev - Como enfrentar a sexta extinção em massaReferimos-nos anteriormente ao fato de o ser humano, nos últimos tempos, ter inaugurado uma nova era geológica – o antropoceno - era em que ele comparece como a grande ameaça à biosfera e o eventual exterminador de sua própria civilização. Há muito quebiólogos e cosmólogos estão advertindo a humanidade de que o nível de nossa agressiva intervenção nos processos naturais está acelerando enormemente a sexta extinção em massa de espécies de seres vivos.


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Frei Betto

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24/fev - FRATERNIDADE E SAÚDE PÚBLICA

O título deste artigo é o tema da Campanha da  Fraternidade 2012, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do  Brasil). Iniciada na Quarta-Feira de Cinzas, a campanha se estende até o  domingo de Páscoa e tem como lema um versículo do livro do  Eclesiástico: “Que a saúde se difunda sobre a Terra” (38,  8)...

 

Saúde e tradição cristã estão  intimamente associadas. Nos evangelhos, Jesus prima por curar física, psíquica  e espiritualmente. Ao longo da história ocidental, a Igreja se destacou como  provedora da saúde. De sua iniciativa surgiram os primeiros hospitais,  sanatórios e, no Brasil, Santas Casas de Misericórdia.

Nos santuários, de Aparecida a Juazeiro do  Norte, a manifestação de fé do povo na cura - bênção de Deus por intercessão  de santos -, aparece das “salas dos milagres”, onde se enfileiram os ex-votos.  

Os bispos reconhecem os avanços da saúde no  Brasil, como a redução da mortalidade infantil (na qual a Pastoral da Criança,  iniciativa da Dra. Zilda Arns, desempenha papel fundamental). Em 1980, eram  registrados 69,12 óbitos por 1.000 nascidos vivos. Em 2010, o índice caiu para  19,88.

A expectativa de vida no  Brasil apresenta evolução significativa nas últimas décadas. Em 2008, a  esperança de vida dos brasileiros, ao nascer, chegou a 72 anos, 10 meses e 10  dias.  A média entre homens é de 69,11 anos e, entre mulheres, 76,71.  

De 1980 a 2000, a população de idosos cresceu  107%, enquanto a dos jovens de até 14 anos apenas 14% (Ministério da Saúde,  2011). Em 1980, as crianças de 0 a 14 anos correspondiam a 38,25% da população  e, em 2009, representavam 26,04%. Entretanto, o contingente com 65 anos ou  mais de idade pulou de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, o primeiro  grupo representará 13,15%, ao passo que os idosos ultrapassarão os 22,17% da  população total.

A melhoria, no Brasil, das condições de vida em  geral trouxe maior longevidade à população. O número de idosos já chega a 21  milhões de pessoas.  As projeções apontam para a duplicação deste  contingente nos próximos 20 anos, ou seja, ampliação de 8% para 15%. Porém, o  percentual de crianças e jovens está em queda. Uma das causas é a diminuição  do índice de fecundidade por casal, que, em 2008, caiu para 1,8 filhos, o que  aproxima o Brasil dos países com as menores taxas de fecundidade.  

Como a mortalidade infantil ainda é alta em  relação aos melhores indicadores - 19,88/1.000 - verifica-se a preocupante diminuição  percentual da faixa etária mais jovem. Portanto, uma impactante transição  demográfica está em curso no país.

A julgar pelas projeções, essa transição  demográfica mudará a face da população brasileira. Segundo estimativas, em  2050, haverá 100 milhões de indivíduos com mais de 50 anos, causando reflexos  diretos no campo da saúde. Hoje, a hipertensão afeta metade dos idosos. Dores  na coluna, artrite, reumatismo são doenças muito comuns entre as pessoas de 60  anos ou mais.

O consumismo e a falta de educação  nutricional mudam, agora, o padrão físico do brasileiro. O excesso de peso ou  sobrepeso e a obesidade explodiram. Segundo o IBGE, em 2009, o sobrepeso  atingiu mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade; cerca de 20% da  população entre 10 e 19 anos; 48% das mulheres; 50,1% dos homens acima de 20  anos[1] <#_ftn1> . Em suma, 48,1% da população brasileira estão acima do  peso, e 15% são obesos.

Trata-se de verdadeira epidemia.  Desde  2003, a POF (Pesquisa Orçamentária Familiar) indica que as famílias estão  substituindo a alimentação tradicional na dieta do brasileiro (arroz, feijão,  hortaliças) pela industrializada, mais calórica e menos nutritiva, com  reflexos no equilíbrio do organismo, podendo resultar em enfermidades como o  descontrole da pressão arterial e o diabetes.

Apesar dos avanços, a Campanha da Fraternidade  considera o SUS um “caos, sobretudo perante os olhos dos mais necessitados de  seus serviços”.

Garantir para a população direitos e recursos  previstos na Constituição sobre a Seguridade Social (Assistência Social,  Previdência Social e Saúde) é um dos principais desafios na atualidade. Na  contramão do que prevê a Constituição, são as famílias que mais gastam com  saúde.  

Dados do IBGE mostram que o gasto  com a saúde representou 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em 2007.  Do total registrado, 58,4% (ou R$ 128,9 bilhões) foram gastos pelas famílias,  enquanto 41,6% (R$ 93,4 bilhões) ficaram a cargo do setor  público.

Nos países ricos, 70% dos gastos  com saúde são cobertos pelo governo e apenas 30% pelas famílias. Para  especialistas na área de Saúde Pública, o gasto total com a saúde, em 2009,  foi de R$ 270 bilhões (8,5% do PIB), sendo R$ 127 bilhões (47% dos recursos ou  4% do PIB) de recursos públicos e R$ 143 bilhões (53% dos recursos ou 4,5% do  PIB) de recursos privados.

O orçamento da União para a Saúde, em 2011, foi  de R$ 68,8 bilhões. Deste total, somente R$ 12 bilhões foram investidos na  atenção básica à saúde, por meio de programas do Ministério da  Saúde.

O Brasil conta com mais de 192  milhões de habitantes e 5.565 municípios.  Entretanto, vários municípios,  principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, não dispõem de  profissionais de saúde para os cuidados básicos, sendo que, em centenas deles,  não há médicos para atendimento diário à população.

Cerca de 150 (78% da população) milhões de  brasileiros dependem do SUS para ter acesso aos serviços de saúde. Pois não  têm o privilégio da parcela de 40 milhões que pagam planos privados de saúde,  com medo da ineficiência do SUS.

“Vim para que todos tenham vida e vida em  abundância”, disse Jesus (João 10, 10). Se assim não ocorre, resta-nos  fazer de nosso voto e cidadania pressão e exigência de uma nação  saudável.

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Marcelo  Gleiser e Waldemar Falcão, de “Conversa sobre a fé e a ciência”  (Agir). http://www.freibetto.org/>    twitter:@freibetto.



 

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